
APRESENTAÇÃO DO PROJETO
O desenvolvimento do conhecimento está diretamente ligado ao da criatividade. O resultado da formação cultural de um adulto será tanto melhor quanto mais ricas, estimulantes e variadas forem suas experiências no período de formação básica, que não são privilégio, no entanto, de algumas poucas pessoas superdotadas.
Em 1980 a Berlendis & Vertecchia criou um projeto interdisciplinar cujos objetivos são estimular a criatividade e o desenvolvimento da sensibilidade dos leitores/alunos e, ao mesmo tempo, dar aos educadores subsídios para o desempenho de sua tarefa. Trata-se de um projeto que permite um programa educativo aberto, flexível e com resultados surpreendentes.
A IMPORTÂNCIA DO PROJETO EM TERMOS CULTURAIS E SOCIAIS
Segundo a própria UNESCO, que vem acompanhando há mais de dez anos o desenvolvimento deste trabalho nas escolas brasileiras, a iniciativa centrada "na feliz combinação de reproduções de pinturas contemporâneas e de textos literários, assim como a relaização de conferências e de exposições nas escolas, constitui um meio original de auxiliar na formação da sensibilidade artística das crianças e dos adolecentes".
Em sua carta de junho de 1987 dirigida à editora Donatella Berlendis, o Sr. Juan Carlos Langlois, diretor do Fonds International pour la Promotion de la Culture (Fundo Internacional para a promoção da Cultura), órgão da UNESCO, diz ainda:
"Neste sentido, seu projeto tem um efeito multiplicador e um conteúdo sócio-cultural evidente. O Fonds está por ter auxiliado essa empresa, à qual desejamos um grande desenvolvimento."
Os resultados obtidos com a aplicação do projeto em escolas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba podem ser avaliados através das belíssimas produções dos alunos no término do projeto, bem como pelo entusiasmo e envolvimento de toda a comunidade escolar.
Em outubro de 1984, o historiador e crítico de arte Giulio Carlo Argan recebeu em sua residência em Roma a criadora do projeto, Donatella Berlendis, e considerou a implantação do mesmo "de extrema importância em termos não só culturais, mais também em termos sociais, principalmente neste momento em que o Brasil está se abrindo para a democracia."
Para o pintor e ex-professor Luís Paulo Baravelli, mesmo depois da lei de 1996 pela qual a Educação Artística é obrigatória nas escolas, "por falta de material didático de qualidade, ela se resume muitas vezes a mero artesanato ou a uma auto-expressão sem objetivo nem base cultural. Se cada criança pudesse ter pelo menos um livro como esse nas mãos [referindo-se aos livros da coleção], acho que ela entenderia que a arte tem história e cultura própria, e que estas são a grande, talvez única, riqueza de um povo".
O Projeto Arte para Criança ® acredita que aproximar o povo brasileiro de sua arte é um serviço que certamente reverterá na construção de uma sociedade mais consciente de suas riquezas.