(Santo Stefano Belbo, 1908 - Turim, 1950) Um dos maiores
prosadores do pós-guerra italiano. Nascido no interior da Lombardia, freqüentou
a Faculdade de Letras e Filosofia de Turim, diplomando-se aos 22 anos com um
trabalho sobre Walt Whitman. Nestes anos, torna-se amigo de Norberto Bobbio,
Leone Ginzburg, Giulio Carlo Argan, Giulio Einaudi. Sua paixão pela literatura
de língua inglesa marca o início de sua carreira, na forma de traduções e
ensaios. Com seu trabalho de tradução, procurou novos modelos estilísticos,
contribuindo deste modo à renovação e à modernização da prosa italiana.
Lembramos dele as traduções exemplares do Dedalus (1933) de Joyce, do Moby Dick (1939) de Melville e de muitas outras importantes obras (Dickens, Defoe,Faulkner, Dos Passos, Stein). Junto com Elio Vittorini, foi diretor editorial
na Einaudi. Nos anos anteriores à Sgunda Guerra Mundial, foi preso sob a acusação
de antifascismo. De sua lavra, Pavese publicou diversos volumes de poesia,
contos e ensaios, além de romances, vários deles publicados postumamente.
Pavese suicidou-se em 1950, em meio a uma violenta crise emocional.