Pedro Xisto

Pedro Xisto (Limoeiro, PE, 1901 - São Paulo, SP, 1987) formou-se em direito, no Recife, em 1922. Já em São Paulo, torna-se procurador do estado e começa a publicar seus haikais (ou haiku, como preferia) no Diá­rio Nippak em 1949. Seu interesse pela cultura oriental aliou-se à carreira profissional, tendo-se tornado adido cultural da missão diplomática brasileira no Japão (também exerceu tal função nas embaixadas brasileiras do Canadá e dos Estados Unidos), além de ter sido membro da delegação permanente da OEA, em Washington. Sua produção poética elege dois campos distintos: as formas poéticas clássicas japonesas (tanka e, sobretudo, haiku) e a poesia concreta. O movimento concretista nasceu em 1955 e foi lançado oficialmente no ano seguinte, com a exposição nacional de arte concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo. No entanto, muitos de seus princípios já estavam em curso e discussão desde a fundação da revista Noigandres por Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari, em 1952. Pedro Xisto, de uma geração anterior a estes, logo aderiu ao movimento, passando a integrar a revista Invenção, em que seus primeiros poemas concretos foram publicados. O movimento ultrapassa as fronteiras nacionais através do diálogo estabelecido com o poeta suíço Eugen Gomringer, que realizava à época experimentações semelhantes. Nas décadas seguintes, Pedro Xisto publica seus livros de poesia e artigos de crítica literária; participa de inúmeras manifestações culturais, como festivais e espetáculos multimídia. Sua produção integra diversas coletâneas internacionais, tanto de poesia visual como de haiku. Seus tankaforam selecionados para serem apresentados ao imperador e à imperatriz do Japão, por ocasião do festival poético do ano novo, ocorrido no Palácio Imperial em 1974.


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